
Conta a lenda que uma bela índia chamada Nhanha tinha seu coração disputado por guerreiros de todas as tribos que margeavam o rio ainda sem nome. O guerreiro não só precisava ganhar todas as lutas contra seus adversários, precisava vencer a maior das batalhas: conquistar o coração, ganhar o corpo e obter a alma de Nhanha.
Ao final da última lua cheia, o pagé entregou ao guerreiro vencedor o peixe Cari e sua filha Nhanha. Toda a água do ribeirão passou a correr Carinhanha, eternizando essas águas pela força do peixe e pela feminilidade de Nhanha.
Nos olhos dessa diva... as águas do Carinhanha: bela, sedutora, misteriosa, profunda...
No rosto dessa diva... a menina, mãe, mulher carinhanhense revelada por obra da inspiração.
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