Sacerdotisa


Ó mulher! Não és apenas a obra prima do criador, mas também a dos homens. Estes te enfeitam com a beleza do teu coração. Os poetas tecem os teus véus com os fios de ouro da sua fantasia, os pintores imortalizam a forma de teu corpo, os fotógrafos gravam as curvas dos desejos revelados; dá suas pérolas o mar, as minas dão seu ouro, dão suas flores os jardins estivais para que estejais sempre bela. O desejo dos homens a coroa de glória. És metade mulher, metade sonho.

Nhanha


Conta a lenda que uma bela índia chamada Nhanha tinha seu coração disputado por guerreiros de todas as tribos que margeavam o rio ainda sem nome. O guerreiro não só precisava ganhar todas as lutas contra seus adversários, precisava vencer a maior das batalhas: conquistar o coração, ganhar o corpo e obter a alma de Nhanha.
Ao final da última lua cheia, o pagé entregou ao guerreiro vencedor o peixe Cari e sua filha Nhanha. Toda a água do ribeirão passou a correr Carinhanha, eternizando essas águas pela força do peixe e pela feminilidade de Nhanha.
Nos olhos dessa diva... as águas do Carinhanha: bela, sedutora, misteriosa, profunda...
No rosto dessa diva... a menina, mãe, mulher carinhanhense revelada por obra da inspiração.