(...) Teresa espera na beira do cais há séculos, o tempo não é consolo e cada apito do vapor, cada vela que surge no horizonte trazendo atrás de si o possível barco, reacende no olhar da mulher a missão de esperar. Teresa é a beira do cais há anos, seu corpo é testemunha de que o tempo não é amigo e Teresa vai virando uma pedra fincada ao chão do cais.(Trecho da peça "Cordel do amor sem fim" de Cláudia Barral, ganhadora do prêmio Funarte de Dramaturgia de 2003)