Memórias...

Silêncio

Era uma vez um amor
Com que brilho, com que sonho
Um colorido especial, nascia uma luz.
Duas vidas, uma fantasia.
Ela a aurora do dia,
Eu, o crepúsculo da madrugada
Longe, distante de encontros.
Ela, o oásis no deserto,
Eu, o vento que sopra sem direção.
Longe, distante como a folha sêca da árvore.
Ela, a flor da primavera,
Eu, o galho sêco do verão.
Longe, tão distante como um pólo do outro.
Uma linha, uma história,
Duas almas que vagueiam,
Une um encanto,
Um trovão, um relâmpago,
Duas bocas, um sorriso,
Um felicidade, novamente outro sonho...
Trombetas de júbilio,
Comemorações num cenáculo,
Promessas, palavras, olhares...
Uma troca mútua de silêncio.
Ações, um toque misterioso,
Mais um olhar, mais uma carícia,
Os sinos anunciam:
"Passa o eclípse lunar"
A realidade volta a tona.
São pessoas, são problemas,
São novos encontros, são vidas...
"Um andarilho, várias veredas"
Aparece o sonho, com ele a dor.
O pássaro que canta, com ele a tristeza.
Surge uma sugestão, uma música.
Fere um coração, mais uma lágrima.
A suavidade de uma nota, novo suspiro.
Acende-se uma vela, rabisca uma palavra.
O que era escuro, torna-se claro.
Outra fantasia, outro sonho, outro dia...
Uma visão, um sabor, novo sorriso.
Alegra-se o íntimo, sufoca os pensamentos.
"Lado a lado", ritimos compassados.
Explicações, um perdão.
"Na ousadia; um avanço,
No espaço; um balanço,
No infinito; uma rejeição.
Outra vez, outra dor, outra separação."
O que era grande torna-se pequeno.
Uma viagem, um retorno, outro mundo...
Uma descoberta, uma emoção!
Novas lágrimas, "surge o amor"
Sim o amor, "te amor"
Agora peço-lhe, imploro-te, não se vá!
Qual o segredo que minha vida guarda se você não existe?
Se vai a vida foi porque se arriscou,
Passa se o tempo, mas não o amor,
Pois vive-se na alma,
Brilha no espírito,
E reina na eternidade.
Outro amor, outra vida, outra realidade.

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